oEnergy
Oportunidade
O cenário energético do Chile está evoluindo rapidamente. Com o país buscando descarbonizar sua rede e ampliar o acesso à eletricidade limpa, projetos solares de pequena escala estão se tornando parte essencial da solução. O programa de Pequena Geração Distribuída (PMGD, na sigla em espanhol), que permite conectar geradores de até 9 MW diretamente às redes de média tensão, abriu caminho para a produção de energia descentralizada. Além de fortalecer a rede elétrica, ele também oferece aos desenvolvedores tarifas atrativas e direitos de despacho autônomo, gerando novas oportunidades de crescimento sustentável.
A oEnergy, fundada em 2013, reconheceu o potencial dessa estratégia logo no início. A empresa é especializada no desenvolvimento, construção e operação de projetos de energia renovável. Inspirada pelos abundantes recursos solares do Chile, a oEnergy planejou uma rede de 24 usinas fotovoltaicas PMGD, totalizando 72 MWp, distribuídas por regiões com alta incidência solar e boa infraestrutura de rede. A meta era ousada: criar um portfólio de energia solar distribuída capaz de fornecer eletricidade limpa de forma eficiente e ainda gerar benefícios para as comunidades locais.
Abordagem
Para transformar essa ambição em realidade, a oEnergy recorreu à CIFI, reconhecida por sua sólida experiência em financiamento de infraestrutura sustentável na América Latina e no Caribe. A experiência da CIFI em estruturar soluções financeiras complexas resultou em um pacote de empréstimos sênior e subordinado totalizando USD 38,5 milhões, cobrindo quase todo o capital necessário para o projeto de USD 41 milhões. O financiamento contou com o apoio de financiadores parceiros e do CIFI Sustainable Infrastructure Debt Fund, que contribuiu com USD 17,8 milhões. A própria CIFI participou com USD 16,3 milhões.
O financiamento foi estruturado de acordo a geração de receita dos projetos solares, facilitando a gestão dos pagamentos pela oEnergy. Os empréstimos foram garantidos pelos próprios projetos, pela receita que eles geram e pelo apoio dos proprietários da empresa, incluindo um parque solar de 1,8 MW já em operação. O planejamento cuidadoso e a gestão de riscos da CIFI ajudaram a garantir que os projetos pudessem lidar com atrasos inesperados ou mudanças no mercado.
Além do financiamento, a CIFI orientou ativamente a parceria para encontrar soluções aos desafios. Quando mudanças regulatórias e atrasos na construção ameaçaram atrapalhar o cronograma, a equipe trabalhou em conjunto com a oEnergy para ajustar os termos dos empréstimos e alinhar os pagamentos aos fluxos de caixa revisados. Essa abordagem prática e adaptável garantiu que o projeto se mantivesse dentro do cronograma e financeiramente sustentável.
No aspecto técnico, a equipe da oEnergy deu prioridade à responsabilidade ambiental e social. Todas as usinas foram desenvolvidas dentro do regime PMGD, com sistemas de gestão socioambiental para lidar com construção, terraplenagem, ruído e diálogo com a comunidade. Mesmo em situações em que a legislação chilena não exigia certificação formal, a oEnergy adotou as práticas recomendadas para proteger os ecossistemas locais e garantir operações seguras e responsáveis.
Resultado
No final de 2024, a parceria entre a oEnergy e a CIFI já estava transformando o cenário energético do Chile. Doze usinas fotovoltaicas (FV) estavam totalmente operacionais, gerando 36 MWp de eletricidade limpa e produzindo mais de 46.000 MWh por ano. Essa produção evitou cerca de 19.500 toneladas de emissões de CO₂, forneceu energia confiável para mais de 11.900 pessoas e gerou aproximadamente 120 empregos locais, promovendo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como o ODS 7: energia limpa e acessível, o ODS 8: trabalho decente e crescimento econômico, e o ODS 13: ação climática.
Com a entrada em operação de novas usinas, a capacidade total deve chegar a 42,4 MWp até o final de 2025, concretizando totalmente a visão de uma rede solar distribuída e descentralizada. O portfólio serve como modelo de como projetos renováveis de pequena escala podem apoiar metas energéticas nacionais, fortalecer comunidades e gerar benefícios ambientais duradouros, contribuindo para o ODS 11: cidades e comunidades sustentáveis, promovendo uma infraestrutura inclusiva e resiliente.
Por meio de financiamento inovador, gestão de riscos cuidadosa e compromisso compartilhado com a sustentabilidade, a CIFI e a oEnergy demonstraram que a transição energética não se resume à construção de usinas, mas também envolve a criação de soluções resilientes e centradas na comunidade. Juntas, elas estão iluminando residências e empresas, reduzindo emissões e ajudando o Chile a construir um futuro mais limpo e resiliente.
46 mil MWh
De energia gerada por ano
12 mil
Pessoas beneficiadas com acesso à energia
11 mil tCO2e
Em emissões evitadas por ano